Paixão como base do crescimento

Ano 2010, mês 5, dia 9.

Em pleno court central do complexo que naquela semana nascia, ano após ano, no Jamor, Frederico Gil jogava a final do Estoril Open. Pela primeira vez na história o ténis português tinha um representante a jogar uma final de singulares num torneio do ATP World Tour e eu estive lá. A ver, a sofrer, a acreditar e a ver acreditar, até não dar mais. Aquele título não foi "nosso", mas o bichinho continuou a crescer e a final foi o serviço perfeito para o que entretanto se tornou num verdadeiro encontro de amor: na altura eu não o sabia mas naquele momento nascia o Ténis Portugal.

O website que durante quase sete anos preencheu de forma diária (e por vezes até de hora a hora) parte do espaço que o ténis foi e tem vindo a ganhar. Escreveu-se sobre vitórias, conquistas históricas, enfim, um pouco de tudo por este Portugal fora e não só. Mas o melhor, mal sabíamos nós, estava guardado para o fim — fim esse que foi, antes, uma metamorfose. Mas já lá vamos.

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De experiência a referência

Sete anos é muito tempo e por isso não é difícil de imaginar que aquilo em que o Ténis Portugal se tornou nada de próximo tem ao que imaginei quando o criei, no já longínquo ano de 2010. Na altura, inspirado por um Estoril Open inesquecível e uma final que dificilmente algum português esquecerá, pensava eu em "escrever umas coisas" sobre o desporto de que tanto gostava e que começara a praticar sensivelmente cinco anos antes. Com o tempo, a paixão aumentou ainda mais e com ela a dedicação, acabando por se tornar não num projeto, mas no projeto. O projeto que mais me fez crescer, que me deu as primeiras oportunidades e que ainda hoje se mantém vivo — agora sobre a forma e nome de Raquetc.