#pensamentos

Não gosto de dormir. Detesto. Sempre o considerei um verdadeiro desperdício de tempo. Ainda assim, e sobretudo nos dias de hoje, encaro o inevitável ato de me deitar com alguma satisfação.

Escrevo. Adoro escrever. Todos os dias – umas vezes mal, outras bem. Em casa, no autocarro, numa sala de aula, jardim; onde conseguir.

Na maior parte das vezes mal estou a pensar no que digo. As ideias chegam-me em momentos menos oportunos ou na cama, como é o caso. O sítio que eu tanto desprezo mas onde ainda assim a imaginação persiste em visitar-me. Eu rejeito-a ao não querer dormir mais que o necessário, ela não me descarta.

Pelo contrário: alimenta-me. Alimenta-me cada vez mais.

O começo (definitivo)

Sempre gostei de escrever. De dar palavras às minhas ações, pensamentos, passeios, experiências. Há anos que o faço e não consigo imaginar a minha vida de outra forma. Consequentemente, sempre simpatizei com o conceito de blogger.

Aquele conceito de alguém que cria o seu próprio espaço de reflexão e partilha. A ideia que eu tinha (desde há largos anos para cá até há um par de outros) era a que ainda hoje idealizo mas também a que se foi perdendo com o avançar dos dias. Os meus ‘favoritos’ sempre foram extensos. Sempre gostei de ter a barra de marcadores por baixo da de navegação preenchida de páginas que visito regularmente ou para as quais contribuo – esqueçam os nomes das mesmas, há muito que sou ‘forçado’ a ter apenas os favicons – e a pasta de favoritos repleta de jornais online e blogsBlogs onde pudesse ir e passar minutos numa leitura descontraída, entregar-me às palavras dos outros e por vezes escrever as minhas a partir daí. Porque é disso que este mundo se faz.

Hoje, porém, é-me mais difícil fazê-lo. 80% dos blogs que me prezo a abrir escondem os seus já pouco originais conteúdos com banners de patrocinadores; gosto de lhes fugir e por isso mesmo concentro-me na escrita. Este é um começo diretamente associado ao meu portfolio.