There once was a boy named Harry…

Se entrar nos estúdios da Warner Bros em Watford é maravilhoso, sair deles custa. É como abandonar Hogwarts sem nunca lá ter estado. Mas a carta ainda há de chegar.

É difícil de explicar, mas aqueles estúdios transportam-nos para uma outra realidade. A realidade “paralela” que tão bem conhecemos, que começa com um carrinho e alguma hesitação a atravessarem uma parede.

Desde o primeiro minuto que tudo é mágico. O autocarro que nos transporta da estação de comboios ao estúdio da Warner vai cheio, com pequenos e graúdos ansiosos pela chegada àquelas que prometem ser as horas mais mágicas da vida de cada um. Pelo menos, no sentido literal. E são mesmo.

Dar spoilers era tirar um terço do factor surpreendente a futuras visitas e por isso não o vou fazer, mas ainda assim arrisco tentar a minha sorte descrevendo, com observações que em nada estraguem a surpresa, a experiência vivida.

Tudo é mágico. Tudo. Desde a primeira à última (ai, a última…) sala, são muitos os momentos em que a nostalgia nos assalta e causa até algum desconforto. ‘Eu já vivi isto’, penso. Olho para ela, a minha Hermione, e sorrio. E sinto que os outros à nossa volta pensam o mesmo. ‘Sei o que está ali, ali e o que acontece aqui’. Nas ruas, nas casas, no comboio, nos autocarros. As cenas de cada um dos sete livros/oito filmes vêm à memória como se acabassem de ser lidas/vistas. E a emoção não sai dali. Pelo contrário, a ela junta-se um sentimento de pertença que torna os passos mais pesados à medida que nos aproximamos do fim.

Londres, janeiro de 2017

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