Boas vindas

Todos os dias às 7h, lá está ela.

Vermelha, sólida mas fininha, sempre sempre por baixo do tabuleiro, como se de um apoio se tratasse.

Em cima, mais tímidas e com uma forma que faz lembrar (e cheirar a…) algodão doce, as restantes sobreviventes de uma manhã quase perfeita.

Todos param, todos olham, todos fotografam. Só os mais corajosos se atrevem a atravessá-las. De vez em quando, lá vem um, depois avião, que na sua timidez passa pelo meio dos dois pilares da ponte e assim a cruzam na chegada a Lisboa.

São as boas vindas. E o desejar de um “bom dia”.

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