No topo da Europa

Aquele último segundo foi o mais longo de sempre. A bola nunca mais parava, simplesmente não queria. Até que os braços se levantaram – porque apito nem ouvi-lo – e o sonho deu lugar à festa.

Ao inacreditável.

A tudo.

Cachecóis, bandeiras, lenços, caras pintadas. Aconteceu… E aconteceu em Paris. A cidade que mesmo perdendo agora festeja. De verde, amarelo e vermelho como Lisboa e todo este “país pequeno” (mas tão grande!) por quem ninguém dava nada. Não jogaram nada de nada nos primeiros jogos, vão dizer. Não mereciam ter passado a fase de grupos, dirão atrás.

E que o digam. Que o digam enquanto empatamos, enquanto o Ronaldo falha um penalty e o Eder (perdoa-me para sempre!) se torna no jogador a entrar numa final de um Europeu perante mais assobios de sempre. Porque agora é a nossa vez de sorrir, de levantar os braços e gritar VITÓRIA. Ou tentar, porque agora já não há voz. E a festa continua.

Somos CAMPEÕES DA EUROPA.

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