Mantinhas

Quando lhe peguei, fitava-me. Como quem não quer a coisa tomei a ousadia de nela me enrolar. Devagar, bem devagarinho e à procura daquele quente que tanto desejamos em noites de inverno. Lá fora, a chuva escorria pela parte exterior do vidro. Cá dentro, estava rodeado.

Rodeado de uma, de duas, de três e quatro mantas. Mantinhas por todo o lado. Peguei primeiro numa, depois noutra, até que por ela me decidi. Tinha cores, muitas cores e prometia aquecer-me.

No sofá fiquei e nela me embrulhei. Dali não saí. Estava quente – quentinho como por cá diriam – e era isso que queria.

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