Contornos de uma manhã

Todas as semanas. Mais para a frente, mais para trás, há sempre um ou outro dia em que o despertador se acusa mais cedo. É ainda noite e os ponteiros fazem o seu trabalho – tik, tak, tik, tak: é para isso que estão programados.

Pouco depois dou o primeiro passo fora de casa. Tímido, a tentar não pisar o ar que ao longo dos minutos seguintes me acompanhará. Ainda está escuro e a cidade por despertar.

Há um motor, dois!, por vezes, e entre um ou outro aventureiro lá vou eu. No sentido inverso aos milhares mas aqui, nesta jornada rotineira, poucas vezes passamos dos quatro.

Ao nosso lado está a iluminação de Lisboa. Tímida e em tons de vermelho surge dos arvoredos. Lá longe, bem longe mas aqui tão próxima. Para nos dar esperança e alegrar; o céu fica laranja, cor-de-rosa e vermelho. Depois, azul.

Cheguei ao meu destino.

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