Gota atrás de gota, ponteiro atrás de ponteiro

Tique Taque. Chuva. Tique Taque. Praia. Queres ir à praia? Quero, vamos? Tique Taque. Orçamento de Estado. Tique Taque. Chuva. Chuva e mais chuva, gotas atrás de gotas. Um desenho aqui, um desenho ali. Tique Taque. O relógio não avança, alguém observava. A chuva, lá fora, não parecia melhorar. Continuava. Primeiro, segundo após segundo; depois, com maior intensidade.

Fechado numa sala. Apontador. Quadro. Projeção. Tique… Taque… Cada vez mais lento. Tique… Taque. A chuva não parava e o relógio não tinha como avançar.

Há dias assim. Dias em que o tempo não avança e a chuva não pára. Ah, como gosto da chuva! Gosto de a ver, de a sentir, de a ouvir. Sempre gostei. Gosto dela quando pelos outros é menos desejada. Gosto dela de manhã, à tarde, à noite. De madrugada. Como é bom quando chove de madrugada.

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