O começo (definitivo)

Sempre gostei de escrever. De dar palavras às minhas ações, pensamentos, passeios, experiências. Há anos que o faço e não consigo imaginar a minha vida de outra forma. Consequentemente, sempre simpatizei com o conceito de blogger.

Aquele conceito de alguém que cria o seu próprio espaço de reflexão e partilha. A ideia que eu tinha (desde há largos anos para cá até há um par de outros) era a que ainda hoje idealizo mas também a que se foi perdendo com o avançar dos dias. Os meus ‘favoritos’ sempre foram extensos. Sempre gostei de ter a barra de marcadores por baixo da de navegação preenchida de páginas que visito regularmente ou para as quais contribuo – esqueçam os nomes das mesmas, há muito que sou ‘forçado’ a ter apenas os favicons – e a pasta de favoritos repleta de jornais online e blogsBlogs onde pudesse ir e passar minutos numa leitura descontraída, entregar-me às palavras dos outros e por vezes escrever as minhas a partir daí. Porque é disso que este mundo se faz.

Hoje, porém, é-me mais difícil fazê-lo. 80% dos blogs que me prezo a abrir escondem os seus já pouco originais conteúdos com banners de patrocinadores; gosto de lhes fugir e por isso mesmo concentro-me na escrita. Este é um começo diretamente associado ao meu portfolio.

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